Esta semana fui ver o "Jogos de Infidelidade"... Uma comédia romântica com final cor de rosa que nada acrescenta a todas as anteriores. Confesso que também não tinha grandes expectativas só fui mesmo ver o filme porque queria ver como se saía David Duchovny num género completamente diferente de "X-Files". Esteve bem mas o Mulder deixou saudades.

Não vou aqui dissertar sobre comédias românticas ou sobre as relações amorosas ou sobre infidelidades. Isso fica para uma outra altura. No filme há uma cena em que se fala de confiança e se "simboliza" com aquele jogo que, penso, já todos fizemos um dia: a pessoa, cuja capacidade de confiar é posta em causa, coloca-se de costas para um grupo de pessoas e deixa-se (ou não) cair para trás. Claro que nunca passaria pela cabeça de ninguém não segurar essa pessoa mas eu confesso que nunca fui capaz de me deixar cair. Eu que me considero uma pessoa demasiado "dada" e demasiado crente nos outros nunca fui capaz de me atirar "para o vazio" e deixar que outros me segurassem. Se me perguntarem se eu confio nas pessoas com quem convivo diariamente e nos meus amigos, claro que confio mas tenho a impressão que o resultado do jogo seria sempre o mesmo: eu iria desistir. Podem contar comigo para segurar mas não me peçam para me atirar. Será que este facto significa que eu sou uma pessoa desconfiada? Á partida diria que não.... Mas depois de muito reflectir cheguei à conclusão de que pode estar associada ao facto de eu não me "prender" facilmente, com a minha (nada aparente) timidez, com a minha deficiência em criar laços - é dificil quando isso acontece mas se me ligo a alguém é muito dificil desligar-me. Talvez seja um pouco desconfiada e tenho muito medo de me desiludir e de sofrer por isso prefiro nunca confiar a 100%. Acho que está na hora de baixar um pouco "a guarda"  e de me dar um pouco mais. Afinal eu sei que haverá sempre alguém para me segurar... ou pelo menos para me ajudar a curar as feridas resultantes da queda!    

publicado por abelhinha às 22:04